Mississipi e Capibaribe?

Junho 29, 2009 by Meilin

Como todo ano, lá fui eu pro Rio das Ostras Jazz e Blues Festival.  Como todo ano, fiquei apaixonada por um show.  Esse ano nem foi uma novidade, pois o Jefferson Gonçalves  já tocou naquele palco pelo menos umas duas vezes, mas dessa vez o show dele literalmente levantou a platéia, que curtiu a  sonzeira até debaixo d’agua, pois caiu uma tempestade no final do show que não foi suficiente pra esmorecer o ânimo da platéia 

Chuvarada

Só que dessa vez ele fez um show em parceira com um baixista cearense de 13 (tre-ze!!!!) aninhos, que já é uma estrela supernova, arrasa num palco grande como gente grande: o Pipoquinha. 

A proposta do show é juntar a sonoridade azul do Mississipi com a batida auriverde de Pernambuco, e não é que deu certo?

Teve ainda um show dele no palco da Lagoa do Iriry, à tarde, sob sol forte, e foi o mesmo sucesso.  Fiquei esperando tocar uma música menos ótima pra ir embora e não consegui sair.

Jeff IrirY

Na verdade a grande atração do festival era o bacanérrimo Spyro Gyra, que mostrou um som redondinho e suingado, com uma simpatia quase brazuca

Spyro clap

O  troféu simpatia ficou com uma moça tímida, parecida com a Cássia Eller no início da carreira, mas uma voz de responsa, a Wendy Lewis, que tocou com o Trio Bad Plus 

Bad Plus

Mas a grande revelação pra mim foi a Big Time Orchestra, de Curitiba, que compareceu comme il faut, e botou o povo todo pra dançar.  Pena que minha máquina teve um piripaque nessa noite…

Viva o iutube dos outros, que permite roubos descarados, némess?

E viva a prefeitura de Rio das Ostras que produz esse festival tão legal, 0800, num espaço aberto a quem quiser chegar.  Tomara que tenha mais ano que vem.

Até pro ano

San Andrés subaquática

Junho 22, 2009 by Meilin

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Como não podia deixar de ser, agora que tenho o brevê submarino, fui lá de novo conhecer os peixinhos caribenhos mais a fundo :oops:

Mar de sete cores

Mar de sete cores

O hotel foi o mesmo da outra vez, não que seja muito bom, mas a estrutura aquática realmente vale cada centavo pago ao resortão meia boca.  E a piscininha natural do deque continua linda, como o nosso Rio de Janeiro.

hotel luar

deck1

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Repetimos o passeio a Johny Cay e ficamos debaixo d’agua até o momento de voltar pra terra firme.  Aliás, eu repetiria todas as vezes :mrgreen:

mato jc

praia jc

coral jc

cobra jc

Minha dupla de mergulho queria um ponto não muito profundo (problemas auriculares) e com muita vida marinha. 

chita

A claridade da água nem precisou ser mencionada, já que naquela ilha só tem lugares perfeitos (uns vinte!) pra mergulhar.  Escolhemos com a Diver’s Team  os pontos La Piramide e Bajo los Bajos.  É impressionante a quantidade de tons de lilás e roxo que os corais e algas locais escolheram pra se enfeitar.  A combinação com o   turquesa da água é de derreter a paleta de cores do photoshop.

roxo2

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A ilha é na verdade um coralzão que emergiu há muitos séculos, e o fato de não ter nem um riachinho contribui pra tornar as areias infinitamente brancas e a água caribenhamente turquesa (amo muito tudo isso)

mar turquesa

Essa informação foi dada por nosso personal taxista Asdrúbal, que sublinhou nossos passeios pela ilha com tanguitos lejanos.

taxi

A tentiva de se jogar na balada de San Andrés durante a semana foi decepcionante, tentamos duas buátchis localizadas em hotéis:  Sundeck (estava fechada) e Blue Deep, que não tinha uma criatura viva dentro, nem DJ.  Voltamos pro hotel e até hoje, noveleira que sou, estou preocupada com o destino do delegado (não lembro o nome), mocinho da novela (não sei  o nome) que combatia o tráfico em Bogotá. Quem souber alguma coisa, pelamorde, me conte.

Mas a grande surpresa de San Andrés foi um mergulhinho de snorkel no lugar conhecido como La Piscina, ao qual eu fui o-bri-ga-da a voltar depois.

trampolim

Lá fica a base de lançamento do brinquedo aquanauta, que eu não recomendo: mergulhar com uma bolha de ar apoiada no ombro, ligada à superfície por um tubo com oxigênio, como os antigos escafandros…hum…sei não :~:

piscina

Quando pulamos na água,  Rafael, um nativo simpático, cheio de trancinhas rasta se ofereceu pra nos acompanhar e nos mostrou  um cardume (constelação?) de estrelas do mar, umas duzentas, pelo menos!!!!  A uns oito metros de profundidade (e Rafael fazendo gracinhas lá…) Foi uma das coisas MAIS BONITAS que eu já vi na minha vida!  Pena que as fotos não estejam muito definidas :-(

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raia star

Mas Rafael se jacta de ser o campeão de mergulho em apnéia na ilha :cool:

rafael

O lugar é bem profundo ao largo da costa.  Não é uma prainha, mas sim um rochedo mergulhado no mar, onde aparecem mil caverninhas e muuuuitos corais, de todas as cores.

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alga

As próximas fotos que deixo aqui são da fera Gina Garcia, mergulhadora, fotógrafa, gracinha e musa dos scubas que aparecem por lá

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Ops, essa é minha mesmo

Ops, essa é minha mesmo

Mais fotos aqui.

Parque Tayrona – anexo da mana

Junho 22, 2009 by Meilin

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A Carlota fez essa mesma viagem à Colômbia no carnaval, e uma das coisas que ela mais gostou (e eu não tive tempo de fazer) foi visitar o Parque Tayrona, em Santa Marta, um sub passeio pra fazer em  Cartagena.  A seguir psicoteclo o relato dela:

Colômbia também é ecoturismo! Em Santa Marta está o segredo ecológico mais diversificado do Caribe, o Parque Tayrona, que oferece uma miríade de programas de índio adoráveis, dentre eles a tal Ciudad Perdida, uma caminhada de seis dias pela trilha. Como nossa passagem foi breve, não tivemos oportunidade de desfrutar de muitas aventuras, mas com a pequena amostra do que foi possível conhecer em menos de 48 horas, ficou uma vontade imensa de voltar para aproveitar com calma o que essa terra tem para oferecer.

O último ônibus de Cartagena de Índias para Santa Marta saía às 7h ou 8h da matina, portanto resolvemos viajar num serviço de van contratado pelo próprio hotel. Apesar de ser um pouco mais caro que o ônibus, parece um serviço muito comum e bastante utilizado pelos colombianos, que, por unanimidade, não recomendam a viagem de ônibus.

Chegamos às 13h55 ao hotel, onde a van nos apanharia às 14h, mas eles já haviam passado. O próprio recepcionista (concierge dos pobres) se encarregou de resolver o problema, e conseguiu outra (tel 3114078685 Habib placa 516). e por volta de 14h30 já estávamos com o pé (as rodas) na estrada para uma viagem de umas 4 horas.

Em Santa Marta já tínhamos reserva no Hotel Nueva Granada  (Calle 12, No. 3-17, tel 4312568 e 4210685), que fica na parte antiga da cidade. O hotel é bem simplesinho, mas atendeu às nossas expectativas. Nosso tempo em Santa Marta era curto, precisávamos agilizar o passeio ao Parque Tayrona para o dia seguinte.

Como chegamos domingo à noite e o hotel foi bem recomendado, decidimos agendar lá mesmo nossa excursão para a manhã seguinte. A única opção oferecida para transporte até a entrada do parque nos apanharia no hotel às 10h30, e a informação obtida era a de que não valia a pena sair antes utilizando outro transporte, pois nesse caso, o ponto onde nos deixariam (El Zaino – km 35) ficava a pelo menos a 1 hora de caminhada da entrada do Parque.

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Comparada à Cartagena, Santa Marta é uma cidade muitíssimo mais modesta. Apesar da enorme quantidade de obras, a impressão é a de que o ecoturismo ali atrai mochileiros do mundo todo, sem a menor disposição para gastar dinheiro.  Nessa vibe “budget”, jantamos no Welcome, bem pertinho do hotel.

Aproveitamos o começo da manhã para comprar as passagens de ônibus para Caracas e fazer câmbio, e às 10h30 já estávamos no nosso transporte  :lol: para a entrada do parque Tayrona.

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A primeira praia, Cañaveral, não é grande coisa e fica a uns 15 minutos a pé da entrada do parque. Ali estão instaladas os tais ecohabs, umas cabanas chiquezinhas, onde o povo se hospeda, faz massagens, banhos com ervas e terapias corporais… praticamente um spa indígena.

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As praias mais bacanas ficam depois da trilha de aproximadamente 1 hora de caminhada pela mata.

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O primeiro e o último terço dessa trilha são quase geriátricos, de tão fáceis, mas o terço médio tem umas pedras meio escorregadias e complicadas. Mesmo assim, nada a ponto de a chuva fina que começava a cair tornar desagradável a caminhada.

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Quando chegamos à praia de Arrecifes, embora o tempo já estivesse bem fechado, a imagem daquelas montanhas verdes ao fundo tornava impossível não notar a semelhança com o litoral da Rio-Santos.

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Como já eram quase 2 da tarde, pensamos em deixar alguma comida encomendada no único restaurante que havia por ali, para mastigar quando estivéssemos de volta, mas ao assuntar com o garçon, chegamos à conclusão de que o tempo estava escasso, pois o último transporte de volta para Santa Marta saía às 18h ou 18h30 – as informações eram controvertidas –  da entrada do parque, ponto que ficava ainda a 1 hora de trilha. Optamos então por prosseguir sem pensar em comida mesmo, e não nos arrependemos, pois as praias em seguida, Las Piscinas e Cabo San Juan, eram cada uma mais bonita do que a outra.

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Na última delas havia um camping, com estrutura bem simples, onde as pessoas dormem em redes.

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Os horários dos transportes indicam que ninguém vai ao Parque para voltar no mesmo dia. Só nós, que no dia seguinte iríamos de ônibus para a Venezuela. Já ia ficando tarde, mas não nos conseguíamos nos conformar em voltar sem pelo menos dar uma espiada naquelas praias lindas. Quando nos demos conta, já eram quase 17h, e ainda estávamos em Cabo San Juan. Voltamos em disparada, desembestadas pela trilha escorregadia, quando desabou o maior aguaceiro, encharcando nossas mochilas e documentos. Não sei como, mas conseguimos fazer o percurso todo em 45 minutos. Quando chegamos, acabava de sair um microônibus. Acabamos conseguindo outro transporte para Santa Marta e ficamos ao mesmo tempo felizes, porque precisávamos voltar para viajar no dia seguinte, e tristes, por ter estado naquele lugar maravilhoso e não poder aproveitá-lo comme il faut.

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No dia seguinte, nosso ônibus para Caracas saía às 12h30. Decidimos aproveitar a manhã em Taganga, uma simpática praia de pescadores a 15 minutos de táxi de Santa Marta.

Chegando lá, alugamos um barco que nos levou até Playa Grande, uma espécie de enseadinha, que tem ao fundo umas montanhas de vegetação de cactáceas muito curiosa.

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 A praia estava bem vazia e dava para fazer snorkel.  O barqueiro nos mostrou fotos incríveis de peixinhos que podiam ser vistos em outra praia um pouco mais adiante, cujo nome não me lembro.

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Mas já eram quase 11h e estava na hora de começar a voltar, mas no táxi a caminho de Santa Marta, ainda paramos num mirante incrível, com uma vista de tirar o fôlego. 

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Cartagena de Yndias

Junho 11, 2009 by Meilin

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Na minha opinião,  Gabriel Garcia Marquez é o melhor escritor do mundo.  Minha opinião.  Isto posto, deixe-me começar a falar de Cartagena:  lá se passam muitos dos melhores romances do melhor escritor do mundo.  Ou seja, antes de descer do avião eu já estava perdidamente apaixonada por essa cidade cercada por uma formidável muralha, onde vive encarcerada a poesia, como se lá dentro o tempo não passasse e a cidade fosse indiferente à passagem dos carros e desse mesmo tempo lá de fora. 

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Fica difícil pensar no século XXI, com aquelas casinhas coloniais e charretes cruzando as ruas estreitas. 

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Faz um calorzinho caribenho, mas tem uma brisa que cria uma atmosfera inebriante, morena, musical, dançante, histórica…gostosa.  Como um cenário de livro do Gabo.

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Assim como Paraty e Tiradentes, Cartagena descobriu um forte apelo turístico dentro de suas muralhas, e de lá somos transportados a outro tempo, outra história, quase uma fantasia. 

 É isso, é uma ilha de fantasia.  Do lado de fora a cidade segue crescendo, tem vida própria, mas lá dentro tudo fica diferente.  Quase dá pra esbarrar em Florentino Ariza e Fermina Daza no Portal dos Dulces. 

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E pelos corredores do Convento de Santa Clara (atual moderníssimo Hotel Sofitel) pode-se sentir o roçar dos cabelos de Serva Maria, que se apaixonou pelo padre Cayetano Delaura.

santa clara

Voltando ao mundo real, a melhor coisa da cidade é se perder nas ruas cheias de gente colorida e casas cheias de flores. 

Baianas

A  pé podemos descobrir pequenas jóias como ameixas frescas no camelô, uma livraria simpática, a Ábaco,  

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e sabores locais exóticos.

boquete

boneca

sagrado x profano

sagrado x profano

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Nessas andanças apaixonadas fomos atropeladas por um legítimo museu de esmeraldas (calle Don Sancho 36-75), onde o dono encravou um pedaço de rocha cheio de pepitas de esmeraldas, para simular uma mina verdadeira, além de selecionar algumas pedras lapidadas e maravilhosas para exibição (mulheres, não cheguem perto de lá com o cartão de crédito na bolsa, ou a viagem vai ficar caríssima)

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Os cartagenenses  a-do-ram casar, é um dos melhores programas locais.  E o curioso é que todo mundo vai de branco: a noiva, o noivo, os padrinhos, os convidados, a charrete…

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charrete

Quando consegui me libertar do transe inicial da chegada, fui visitar Iemanjá. 

Playa Blanca, by Carlota

Playa Blanca, by Carlota

 

 Traduzindo pro turistês: fui fazer um passeio de barco às Ilhas del Rosário, um arquipélago a duas horas de navegação de Cartagena, onde pode-se assistir ao show do Oceanário, ou mergulhar o snorkel na água e nadar com os peixinhos…afinal estamos no Caribe, né?  Sugiro que quem gosta de água transparente e muita vida marinha, ignore o tal show e nade com as atrações.

coralzinho

O mesmo passeio (leva o dia inteiro) desembarca na Playa Blanca para almoço.  FUJA! Corra, Lola, corra.  A comida é ruim demais, parece que somos uma tropa do exército recebendo o rancho.  Devia ter levado um sanduba e ficado na praia (maravilhosa) pegando sol.  É verdade que tem um batalhão de vendedores ambulantes querendo te empurrar qualquer coisinha, mas basta uma palavra mais enérgica que eles desistem. 

O barco já está equipado com tecnologia baiana de entretenimento (axé music marítima)

axe no barco

A cidade amuralhada é tão pequenina que só dá vontade de andar a pé.  Mesmo na night, o que mais se vê é o povo na infantaria e depois se acabando de dançar salsa no complexo bailante-musical do Portal de los Dulces,  formado pelo Donde Fidel (mais popular) e o Tu Candela (mais chique)

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Ou mesmo tomando só um chopinho na Plaza Santo Domingo

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leque

Meu boteco preferido nessa praça ficou sendo o Paco’s, pela boa música (ao vivo) e pela cerveja gelada.

Pacos

Mas não posso desprezar o Crepes & Waffles, no qual eu fiquei viciada.  Não é um restaurante típico ou pitoresco, mas eu enlouquecia com os crepes e toda hora voltava lá.  Baideuêi, essa rede de creperias está presente em toda a Colômbia, e suas funcionárias são todas mães chefes de família.  Muito simpático.

crepes

O Lerê histórico mais importante é o Castillo de San Felipe, uma fortaleza cheia de túneis e labirintos pra criança nenhuma botar defeito

sanfelipe
  
labirinto

Nessa viagem tive a feliz surpresa de encontrar o Arthur, do Agora Vai, e por poucos dias não fizemos a mesma viagem.  A descrição dele da cidade de Cartagena é muito mais real, menos romanceada e muito engraçada, uma delícia de ler.

Pra não dizer que não falei de coisas práticas, vou falar do hotel que nós nos hospedamos, o San Diego  

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  patio hotel  Quarto hotel

Dentro da muralha existem poucas opções de hospedagem: ou são os hotéis de luxo, como o Sofitel Santa Clara ou o El Marqués, ou são albergues bem chinfrins.  Mas o nosso conseguia ser simplinho E honesto, além de muito bem localizado, pertinho do supermercado Exito, onde até fizemos câmbio! Sem falar na atenção toda especial do staff do hotel e ainda estavamos a 5 minutos de caminhada (ou a 5.000 pesos de táxi) de qualquer lugar da cidade.  Até mesmo da praia de Boca Grande…

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A única coisa que eu não gostei em Cartagena.  E olha que eu a-do-ro praia.  Pode ter sido a combinação de prédios gigantescos com areia preta e mar marronzinho

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Ou ainda a chuva torrencial que caiu nesse dia.  Eu procurava o MEU mar do Caribe, com aquelas cores estonteantes e via a praia da Ilha do Governador.  Fiquei a ver navios…

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Mas isso não tirou meu ânimo.  Continuo apaixonada pela cidade.  Acho que Cartagena deveria ser o hub do Caribe.  Seria sensacional TER QUE passar por lá pra visitar aqueles mares.  Com certeza eu volto lá, quem sabe pra tomar uma cerveja com o Gabo? Sonhar não custa nada.

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Mais Cartagena aqui.

Fotoblog – fachadas de Cartagena

Junho 1, 2009 by Meilin

Enquanto eu não acho palavras suficientes para expressar minha perdida paixão por essa cidade histórica do Caribe (sempre lá…), deixo vocês com uma amostrinha da beleza das fachadas de Cartagena de Índias.  Elas pertencem a uma época em que as pessoas não precisavam se empilhar para morar.

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Gostou? Tem mais aqui.

Chévere Bogotá

Maio 31, 2009 by Meilin

Capa

Quando eu contava às pessoas que iria a Bogotá nas férias, todo mundo se arrepiava

- cruzes, você  não tem medo da violência? Lá é muito perigoso…

- depois da guerra na esquina da minha casa, perigoso é Copacabana.

Poizé, Bogotá se mostrou assim simpática, esfuziante, movimentada, imersa em suas raízes históricas e fervilhando de modernidade…chévere!

Chévere quer dizer bacana, trilegal, porreta, arretado, da hora, bão-dimais-sô,  e se usa todo o tempo para elogiar alguma coisa…chévere.

A Colômbia é um resuminho das Américas para turistas apressados, mas com muito bom gosto; tem uma bagagem histórica considerável, mata amazônica exuberante, praias caribenhas, carnaval, montanhas andinas (nevadas!) e muita cultura própria. 

Bogotá fica a 2.700 metros de altitude, e pra quem acabou de subir do fundo do mar (depois eu conto) dá uma zoeira danada.  No mesmo dia que chegamos, aproveitamos o começo da noite para subir mais uns 500 metrinhos e ver a cidade lá do alto do cerro Monserrate (u-huh, nem preciso de álcool)

 MOnserrate

Dali dá pra perceber que Bogotá é muito grande!

 Panoramica

Além da visita à igreja, aproveitamos pra jantar por lá mesmo, afinal, é lá que fica um dos restôs mais bacanas da cidade, o Bistrô San Isidro. 

rest san isidro

Se você quiser pedir alguém em casamento inapelavelmente, tem que ser lá, é i-ne-gá-vel, e o cardápio incentiva: champignons variados com sauce de queijos

 Mush

Mousse de chocolate branco com frutas amarelas e vermelhas

 mousse

Tarte Tatin com sorvete de sei-lá-o-que

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Bogotá é uma cidade extremamente policiada, demais até.  Tenho a sensação de  abrir mão da liberdade em troca da segurança, algumas vezes tivemos as bolsas revistadas próximo a lugares estratégicos.  Em todos os vôos tivemos as malas verificadas, na ida e na volta, mas sempre fomos muito bem tratadas.  Não sei se achei tão ruim…

Escolhemos a Casa Platypus, um albergue melhoradinho, no bairro histórico da Candelária para nos hospedar.  Muito simpático, principalmente para caminhar por todo o centro histórico e voltar rapidinho pra casa.

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Na mesma praça do hotel está uma das melhores casas de salsa da cidade, o Goce Pagano, onde os estudantes e trabalhadores vão dar seus passinhos na sexta à noite, depois do expediente.  Animadíssimo pelos drinkes baratinhos.

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Mas a night ferve mesmo é na Zona Rosa,  entre as calles 82 e 85, para a jeunesse dorée; e no Parque 93, pra quem assistiu Capitão Asa na infância.  Mais de trinta restaurantes na mesma pracinha, para todos os gostos e bolsos.  Claro, não podia faltar outra salsateca bombante, a Galeria Café Libro, também para um público mais prateado, se é que você me entende…

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Há uma forte recomendação para que não se tome um táxi na rua à noite, ele deve ser pedido ao garçom, ao porteiro ou ao vendedor, que fornece uma senha a ser dada ao motorista.

A maior aventura é se perder pelas calles antigas,  numeradas por um sistema curioso, assim:  se o endereço é carrera 7 #11-28, isso significa que seu destino é o número 28 da carrera 7, no quarteirão em que cruza com a calle 11.  Facinho, né?

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Não existem orelhões na cidade, então alguns camelôs  ”alugam” seus celulares por alguns minutos. 

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Aliás em termos de aluguel, nunca vi nada mais exótico:  um serviço de mariachis 24 hs por dia!  Imagina, você pode PRECISAR de um mariachi às 10:30 da manhã e pimba, lá vai o conjuntinho, todo paramentado.  Pena que eu não fotografei a reunião deles.

Antes  de sair para nosso lerê cultural no centrinho, trocamos dinheiro no Emerald Trade Center, bem pertinho da Praça Las Águas (a do hotel), cercado de seguranças, com uma cotação melhor que em qualquer lugar do país.

Bogotá é um museu a céu aberto.  Tem uma penca de igrejas barrocas forradas de ouro, que não se pode fotografar.  Inclusive a de San Francisco que na minha hagiologia era um santo alérgico a ouro (!).

Minha meta em Bogotá era visitar o Museo Botero, de quem sou fã incondicional.  Acho que seria o único capaz de me fazer um retrato fiel :oops: e bonitinho.  Brincadeiras à parte, ele tem um cunho sócio político muito forte, e curiosamente seu museu está instalado dentro da Casa de la Moneda.

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Na mesma caminhada, me apaixonei pela Igreja de Santa Clara, que virou um museu e pode ser fotografado à vontade.  Lá estava em exposição o trabalho de uma fotógrafa impressionante, a Adriana Duque, com fotos em tamanho gigantesco de crianças que pareciam perfeitamente integradas ao convento medieval.

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Mas o grande hit de Bogotá é o Museo del Oro, recém reformado, moderníssimo, muito bem montado, com áreas educativas e peças liiiindas (ai, vontade de COMPRAR o museu…)

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Além das exposições muito bem explicadas, entramos na sala dos xamãs, que reproduziam os antigos cantos rituais (arrepiante) num cenário de ouro. 

 

Fico imaginando a quantidade de ouro que saiu daqui, pra ter sobrado tanto :roll:

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Depois de tanto andar, hay que se entregar aos prazeres da mesa.  Na calle 11#6 tem um grupo de restaurantes antigos, simplesinhos, mas com comidas típicas, apreciadas pelos bogotanos (não para turistas apenas)

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Escolhemos o tamal, na folha de bananeira, e o ajiaco, uma sopinha levanta defunto.  De sobremesa, muitos docinhos à base de doce de leite, que para eles é arequipe.

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Depois de muchas compritas no mercado de artesanias (a Colômbia é uma das maiores produtoras mundiais de esmeralda), encerramos o lerê histórico.

O passeio mais interessante bate e volta de Bogotá é a Catedral de Sal, a uma hora de distância do centro.  Para chegar lá, basta tomar o Transmilênio, (um metrô de superfície que atravessa a cidade) até a estação Portal del Norte, e de lá se meter no micro ônibus (buseta, oh constrangimento) que vai para Zipaquirá.  É como se fosse um subúrbio de Bogotá, mas é outra municipalidade, tem sua própria igreja e Plaza de Armas.

 A catedral fica dentro de uma mina de sal, ainda ativa, mas em outro nível. 

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Quando esse “andar” foi desativado, construiram a catedral 180 metros abaixo do cume da montanha.  A obra impressiona pelas dimensões

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Deve ser bacana assistir a um espetáculo de música lá embaixo, mas enquanto catedral, deixou um pouquinho a desejar…

Todomundo recomendou a parrilha (churrasco) do Andrés Carne de Res, mas estávamos desmaiando de fome e comemos lá pelo Parque de la Sal mesmo (ai, se arrependimento matasse…).

Se seus olhos ainda tiverem curiosidade (e paciência) tem mais Bogotá aqui.

ConVnVenção relâmpago no Caribe

Maio 12, 2009 by Meilin

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Estava eu rendendo minha homenagem àquelas águas transparentes quando encontro…o Arthur!  Em San Andrés, na Colômbia!  Que surpresa boa :-D

Mapa do Quiosque

Março 2, 2009 by Meilin

O mapa do email tá muito malcriado, então vou publicar aqui.  Peço desculpas ao autor, que nem imagino quem seja.  O Palaphita Kitch é o nº 20, logo depois do Parque do Cantagalo.  Espero todo mundo lá pro “puer del suel”, se suel houver :-D

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Mr. Grover em Carrancas

Fevereiro 25, 2009 by Meilin

Tenho um amigo de 8 anos que me incumbiu de uma missão complicada: levar um bonequinho pra passear e tirar fotos. 

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Assim como no  filme “Amélie Poulain”, em que um anão de jardim dá a volta ao mundo, chegou às minhas mãos um chaveirinho fofo, com o nome do professor do meu amiguinho, Mr. Grover, e eu deveria levá-lo a lugares históricos ou interessantes.  

Lá foi Mr. Grover comigo pra Carrancas, disneilândia das cachoeiras. 

Carrancas fica mais ou menos no sul de Minas, perto de São João del Rey, e tem a mesma formação geológica que a Serra da Canastra, com muitas cavernas e cachoeiras de água puríssima…

Cachoeira da Fumaça

Cachoeira da Fumaça

É um marco importante no roteiro da Estrada Real…

marco da Estrada Real

…mas depois do declínio do ciclo do ouro ficou recolhida à produção agropecuária…

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 …com muitas florestas de eucaliptos.

bosque de eucaliptos

bosque de eucaliptos

Carrancas tem cachoeiras paradisíacas, já foi cenário de novelas e conserva um ar pacato que já é difícil de detectar nas cidadezinhas mais próximas de grandes centros.

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A região foi rica em fazendas coloniais, de plantações de café e, dizem as más línguas, criadouro de escravos.
Fazenda Bananal, 300 anos

Fazenda Bananal, 300 anos

Nossa pousada é uma graça…
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 tem umas redes aconchegantes e uma comidinha ótima
jardim-da-pousada
Mas o mais divertido na região são os “passeios molhados”, quédizê, as trilhas para as cachoeiras.  Começamos com a mais próxima da cidade, o poço do Moinho:
Cachoeira do Moinho

Cachoeira do Moinho

Essa cachoeira fica numa trilhinha de dez minutos, e tem uma queda deliciosa.  Fica bem pertinho de uma formação rochosa esculpida pela água com o singelo nome de poço do Coração
Poço do Coração

Poço do Coração

Imagina um ofurô…gelado?!?!!!!  Ainda assim é muito bom.
contemplando
O caminho pra cada poço já vale o passeio.  Dá vontade de parar e curtir cada fiapinho de água…
Arbusto carvoeiro

Arbusto carvoeiro

As trilhas são enfeitadas por uma vegetação já de cerrado…
Jequitibá Rosa GIGANTE

Jequitibá Rosa GIGANTE

Olha o Mr. Grover lá no tronco…

  juliano-e-tatu

Espia quem veio nos dar as boas vindas!!!
No final da dura jornada, nada como uma paradinha pra descansar…
Taberna dos Inconfidentes

Taberna dos Inconfidentes

Carrancas não tem nenhum restaurante hypado nem bistrozinho charmoso, mas a comida mais gostosa é no Posto de Gasolina (!!!!!).  É um PF pra caminhoneiro nenhum botar defeito, com uma salada fresquíssima: a mulher do dono tem uma hortinha, é bom reservar a “janta”, ela colhe tudo à tardinha e o feijão é inesquecível.  Por ridículos R$ 11,00 (ON-ZE RE-AIS!!!!).

Dia seguinte, vamos pro Complexo da Zilda: um parque temático de cachoeiras, quedas d’água e riachinhos pra agradar qualquer fluviófilo, é programa pro dia todo, um monte de coisas pra ver…

Chegada à Zilda

Chegada à Zilda

Prainha da Zilda

Prainha da Zilda

Proa da Zilda

Proa da Zilda

Escorrega da Zilda (foto antiga)

Escorrega da Zilda (foto antiga)

(cuidado com o biquíni…)
Cachoeira dos índios (na Zilda)

Cachoeira dos índios (na Zilda)

Caverna da Zilda

Caverna da Zilda

Mas o melhor ficou para o último dia: a Cachoeira da Esmeralda, cuja água justifica plenamente o nome…
Quero um brinco dessa água...

Quero um brinco dessa água...

E o poço do Guatambu, que, segundo nosso guia Reginaldo, quer dizer madeira branca em tupi guarani.  Por mim, podia ser até a tradução de cimento queimado, eu a-do-rei esse lugar…
The Best

The Best

Mas a água podia ser um tiquinho mais quente…
Con-ge-lan-do

Con-ge-lan-do

 No caminho de volta pro Rio ainda fizemos um shop-stop em Tiradentes (é caminho!)

artesanato    beco    matriz

beco-do-padre  cavalinho  via-crucis

Mas aí já é outra viagem, né?

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Já estou sentindo falta daquele monstrinho azul na bolsa, me acompanhando na viagem. 
 

Velib carioca

Janeiro 15, 2009 by Meilin
2009 é o ano da França no Brasil, e nós já iniciamos os trabalhos com a visita da Carla Bruni e seu ilustre valete; e  a vinda da nossa web-embaixatriz parisiense, a Maria Lina, do Conexão Paris ao Rio. 
FOto roubada do Filigrana

Foto roubada do Filigrana

Deve ter sido dela a idéia de implantar na Cidade Maravilhosa as simpáticas bicicletinhas da Cidade Luz, as velibs, que a prefeitura mantém à disposição dos habitantes e turistas para pequenos deslocamentos.   Eis que as lindas bikes estão à disposição de quem as queira pedalar pela orla, em pontos determinados, ao custo de R$ 10,00 por dia, debitados do cartão de crédito.  Os passeios são limitados a meia horinha com intervalos de 15 minutos em algum ponto de troca, mas já dá pra fugir do estacionamento indo a Ipanema de bike.

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No saite do SAMBA (solução alternativa para mobilidade por bicicletas de aluguel) é possível se cadastrar para utilizar as bikes, usando o cartão de crédito, com planos de um dia, uma semana e até um ano, fazendo um depósito-caução de R$ 350,00. A liberação e a devolução do equipamento (em qualquer uma das estações) podem ser  feitas através de aparelho celular.
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Não fosse eu apaixonada pela minha latinha velha, só iria passear agora nas bicicletas do prefeito.  Não é uma ótima idéia?

Perfil da latinha velha

Perfil da latinha velha

Que venham agora os croissants e a Maison Chanel. Vive la France!