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Glub glub… San Andrés…glub glub

outubro 13, 2007

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Nossa Senhora dos “Viajadictos” protege mesmo seus devotos: depois da viagem abortada à Buenos Aires, entrei de penetra no pacote de um grupo de mergulhadores que ia espiar o fundo do mar em San Andrés, um lugar com mais de 20 pontos de mergulho autônomo.

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(Praia de San Luis)

San Andrés é uma ilhota do caribe que, junto com Sta. Catalina e Providência foi negociada entre a Nicarágua e Colômbia (ou foi repartida entre eles pelo Tio Sam, sei lá…) em 1927, no meio da confusão pela independência do Panamá.  Por isso,  apesar de estar pertinho da costa nicaragüense e depois do Panamá, ela pertence à Colômbia.

Por conta de uma barreira de corais em toda sua volta, tem um monte de navios encalhados e naufragados lá que fazem a Disneylândia do mergulho, com lajes, paredões e naufrágios (tem até avião embaixo d’agua).  Isso também quer dizer que as praias não tem ondas.

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(paisagem da MINHA varanda

 Na época dos descobrimentos, a ilha era um clubinho de piratas de “sua majestade britânica”, que também usavam o ponto estratégico como entreposto de tráfico de escravos.

Depois da abolição da escravatura, a maioria dos ingleses foi embora, mas deixou lá seu legado cultural e religioso.  Hoje em dia pode-se dizer que a ilha é uma filial musical da Jamaica, que fala espanhol e (ENTRE ELES) um inglês personalizado e ininteligível por anglófonos.

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San Andrés não tem indústria nem escolas de nível superior, mas todo mundo tem casa, saúde, escola básica e transporte gratuito.  A atividade econômica master é, de longe, o turismo, fortemente implementada pelos resorts Decameron.  São 5 hotéis da rede na ilha, e os hóspedes podem se distrair passeando de um pro outro pra curtir o que cada um tem de melhor.  Nós ficamos no Decameron Aquarium, que não é assim nenhuma Brastemp, mas fica literalmente dentro d’agua!  Fiquei encantada!

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Para atrair mais turistas, a ilha transformou-se num imenso free-shop, com preços tentadores e turistas ávidos por compritchas e cassinos.

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 (monumento ao cafona desconhecido: um coqueiro de prástico que pisca à noite)

 

Apesar dos hotéis oferecerem todas as refeições, tem sempre algum rebelde que se aventura em algum  restaurante isleño, onde dá pra comer uma boa (e barata) lagosta.

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A ilha é bem pequena, alugando-se um carrinho elétrico (U$30,00) por três horas, dá pra dar a volta completa.  É uma pena que os tais carrinhos não circulem à noite. A outra opção é pegar um city-tour na “Chiva Rumbera”, esse caminhão adaptado aí de cima, cumprir todos os lerês turístico-cultural-comerciais da ilha, como o Museu do Pirata Morgan, a Igreja Anglicana, o Ojo Soplador (um furinho na pedra que esguicha água quando a maré sobe), etc.

Na minha modesta opinião, a melhor praia da ilha…é em outra ilhota, a Johnny Cay: sabe aquele clichê de agência de viagens, ilhazinha de areia branca, uns coqueirinhos e mar transparente?  Poizé, ta tudo lá. 

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Acompanhado por um zilhão de peixinhos, que não tem a menor cerimônia de nadar entre os banhistas.  Aliás, até um tubarãozinho eu encontrei lá.

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Na verdade,  o melhor de San Andrés está debaixo d’agua.  Caso o turista não seja um “scuba diver”, dá pra ficar só de snorkel nas praias, que já tem muita coisa pra ver.

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(Euzinha travando amizade com uma arraia nativa)

 No Decameron Aquarium tem toda a estrutura para mergulho (dive masters, píer, barcos, cilindros, lastros, etc) e principalmente, uma piscininha natural povoada por peixinhos coloridos que não deixa nada a desejar às profundezas azuis. 

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Para quem gosta de peixinhos, abaixo vai um verdadeiro “aquário” de fotos.

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Tomara que esse pedacinho do caribe se mantenha assim e não cumpra a sina de turismo massificado que o assombra.

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