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Voilà, Paris II

dezembro 10, 2007

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Segunda feira, 05/11 – Finalmente começou a semana útil em Paris, e nós corremos para fazer nossos Cartes Oranges, na primeira estação de metrô que pulou na nossa frente, e de lá fomos passear no Jardin du Luxembourg e aproveitar para espiar a exposição do Arcimboldo (aquele que faz imagens com plantinhas e frutinhas). 

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A fila durava mais de uma hora, mas deu para tirar umas fotos lindas do jardim.

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Seguindo os conselhos da nossa amiga Maria Lina, fomos almoçar no Mariage Frères, uma casa de chá com almoço que serve o melhor crème brulée do mundo!!! E eu nem mencionei os chás de nomes e origens exóticas, que assanham o olfato (e a imaginação) de qualquer um.  A digestão foi feita caminhando pelas ruelas do Marais até chegarmos à Place des Vosges, onde morou Victor Hugo. 

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O conjunto arquitetônico abriga hoje uma porção de galerias e lojas bacanas, e fuçamos por lá até o anoitecer, que nos pegou passeando pela Praça da Bastilha, de onde esticamos até o Viaduto das Artes, pena que as lojinhas já estavam todas fechadas.  Mas ainda assim deu tempo de comprar um devedê raro na Fnac.

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Terça feira, 06/11 – Hoje começou nossa peregrinação pelos museus de Paris (isso é que dá ter irmã historiadora…).  Amanhecemos com a tradicional voltinha no Carroussel do Louvre, esperando a abertura do Museu de Art Déco.  Os museus tem sempre um acervo gigantesco, impossível de ser visitado em apenas duas horinhas, como acontece por nossas plagas. 

Já saímos de lá atrasadas para encontrar nossa nova amiga Maria Lina e almoçar com ela.  Depois do almoço ela nos apresentou a Rue de la Paix, cheia de hotéis bacanas e joalherias chiques que desembocam na Place Vendôme

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A dica boa é que essa rua acaba direitinho no portão do Jardin des Tuilleries que sai no Museu D’Orsay, e lá fomos nós.

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O Museu D’Orsay foi montado numa estação de trens desativada, que foi toda reformada e recebeu o acervo dos impressionistas (Van Gogh, Monet, Cézanne, Degas, Matisse, Renoir, etc…).  Foi o que eu mais gostei, se pudesse, comprava o museu todo, já que não dá, fico só com os ímas de geladeira 😀

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Quarta feira, 07/11 – Continuando a exploração do nosso passe de museus, fomos ao Institute du Monde Arab, um prédio com uma estrutura muito legal, toda furadinha, montando um mosaico tipicamente islâmico.  Essa estrutura abre e fecha controlada por computadores que regulam a entrada de luz no museu 😉

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Já que nós estávamos no embalo árabe, aproveitamos para visitar a Mesquita de Paris e a casa de chá anexa.  A Mesquita estava fechada, domage…

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Mas a casa de chá valeu a visita!!! Coisa linda, sô. 

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Para encerrar a quarta feira, resolvemos atacar o grandalhão do Louvre, que nesse dia fica aberto até as 22:00 hs. 

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Não dá pra ver muita coisa, são 30 quilômetros de história e maravilhas artísticas.  Nós optamos pela galeria do Egito e pelos pintores italianos e franceses, claro.

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A pirâmide, vista por dentro

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Eu e ELA 😀

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Micro-guarda pessoal da múmia do faraó.

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Voilà, Paris

dezembro 1, 2007

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Enfim, ela chegou ao nosso tão sonhado encontro: linda, discreta num sobretudo cinzento, cabelos cuidadosamente tingidos nas cores outonais, um sorriso sóbrio nos lábios.  Sentou-se e simultaneamente acolheu-nos em seus braços, com uma simpatia insuspeitada.  Tomou um tinto da casa e mostrou suas jóias tão bem polidas.  Ofereceu-nos um banquete suculento e divertiu-se com a nossa voracidade, exibindo seus belos dentes amarelados pelas décadas de “Gauloise”.  Exibiu também seus dotes mais impressionates, adornados pela luz dourada do sol…foi paixão à primeira vista!

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Sim, era ela mesma, Paris, a musa tão aguardada.  Finalmente a encontramos no esplendor das folhas douradas e rubras, contrariando todas as previsões com um céu ora azul, ora gris, emoldurando séculos de história e cultura, convidando ao consumismo desenfreado em suas vitrines arrebatadoras e caminhadas exaustivas, seduzindo com seus pratos voluptuosos…poizé, eu voltei de Paris assim: esnobe, afrescalhada e apaixonada; e ainda ganhei Roma de “bônus”.

Eu não tenho a pretensão de “apresentar” a cidade mais visitada do mundo, mas quero compartilhar aqui os ângulos que me arrebatavam a cada esquina: cada caminhada de 500m durava toda uma tarde, pois nós parávamos a cada dez passos para gritar de deslumbramento e bater umas cinco fotos.  Será que é só comigo?  Veja lá:

Sexta, 02/11 – Chegada à Paris, ao anoitecer, ônibus do CDG direto à Praça de l’Opera…tudo iluminado!  Coisa mais linda (quem será que paga a conta de luz da Cidade-Luz?).  Pequena caminhada até o Hotel Londres, pertinho do Louvre, do lado da estação de metrô Tuilleries.  Fomos recebidas no hotel pelo Rodrigo, um brasileiro estudante de Filosofia da Arte na Sorbonne.  Nosso quarto ficava no último andar do hotel, depois de SETE LANCES DE ESCADA.  Muito aconchegante (eufemismo para quarto pequeno, mas simpático). 

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 Mesmo assim saímos para jantar no Bistrô Auberge, na rua do hotel, já que o cansaço não permitia grandes deslocamentos.  Os próprios donos atendem as mesas e deram ótimas dicas para o jantar. 

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Sábado, 03/11 – Déjeuner no hotel, cobrado à parte: bem safado pra 8 euros, mas a vista é deliciosa.

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Finalmente, prontas pra flanar em Paris, o compromisso mais leve de quem passeia na capital francesa. A primeira obrigação a ser cumprida foi a “peregrinação à Medalha Milagrosa” desculpa perfeita pra esquadrinhar as vitrines maravilhosas da Rue du Bac e coroar a caminhada com um lanchinho na Grande Epicerie de Paris. Nham, obrigada, Majô.

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A infantaria segue até a Notre Dame: a primeira fila parisiense (ô gente pra adorar uma fila…).  Fiquei imaginando o Quasímodo e a Esmeralda se embrenhando por aquelas portinholas…

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Depois de devorar um Menu-Bistrô-turístico no Le Tango du Chat, fomos digerir a bordo do Batobus, que fazia sua última viagem da noite, com ponto final…na Torre Eiffel!  Lá estava ela, esplendorosa como uma alegoria de escola de samba, toda exibida, piscando inteirinha (ela faz essa gracinha nas horas cheias) só pra dar as boas vindas pra nós.

Domingo, 04/11 – Depois do cafezinho mixuruca da véspera, fomos tomar café no Hotel Lion D’Or, vizinho de quarteirão, mais substancial e mais baratinho (6 eurinhos), com TV e cyber café anexo.  Ficamos amicíssimas da Fati, que adora a Cesária Évora e nos deu um monte de dicas.

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(Essa foto foi roubada do Conexão Paris, base para TODOS os nossos roteiros de Paris, criado pela Maria Lina, que como eu já disse no post anterior sabe absolutamente TUDO sobre Paris, e enxerga com olhinhos de brasileira).

No próximo passo nós descobrimos o Carrossel do Louvre, um shopping subterrâneo, na entrada do Museu do Louvre que já vale o passeio, e devido à proximidade do nosso hotel, tornou-se ponto obrigatório nas nossas caminhadas, com restaurantes, livraria, boutiques e lojas de cosméticos deliciosas.

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Havia a possibilidade de visitar o Museu gratuitamente, pois era o primeiro domingo do mês, mas as filas inviabilizavam a idéia.  Decidimos comprar o Paris Museum Pass para quatro dias e visitar o monstro na quarta feira, quando o horário se estende até as 22:00 hs e tem menos gente pra se acotovelar nos corredores.

Dali marchamos para a Saint Chapelle, que não conseguimos ver na véspera.  Foi uma das coisas que mais me impressionou em Paris: os vitrais enormes são impactantes, ainda mais depois de imarginarmos que eles foram retirados durante a guerra e assim foram preservados.

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(De tirar o fôlego, né?)

Saímos dali e fomos caminhando pela margem do Rio Sena, que não cansava de fornecer imagens encantadoras pras lentes das maquininhas…

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…até descobrirmos o Museu da Idade Média, no Antigo Mosteiro de Cluny, onde viveu o monstrinho do Tio da Heloísa, que causou a separação entre ela e o Abelardo (momento fofoca histórica…).  Lá estão também as tapeçarias da Dama e o Unicórnio.

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(Foto “emprestada” da wikipedia)

Belzonte Cultural – o CACI

setembro 27, 2007

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Como muita gente sabe, minha mana adotou a cidadania “mineiroca” (mineira+carioca) e eu vivo visitando esse ramo “belzontino” da família.  Toda vez que eu vou lá, ela aparece com uma novidade “alterosa”.  

A novidade que mais me encantou foi o Centro de Arte Contemporânea de Inhotim, o CACI. É um mega-museu a céu aberto a 60 km de Belo Horizonte, instalado numa antiga fazenda de 300 mil m2 que pertenceu à uma empresa mineradora na região de Brumadinho (Inhotim – pertencente ao senhor Tim).  O CACI foi criado em 2004 com o acervo do empresário Bernardo Paz, e conta com obras de artistas brasileiros reconhecidos internacionalmente como Hélio Oiticica, Cildo Meireles, Tunga, Vick Muniz e outros estrangeiros.

São sete edifícios projetados por Paulo Orsini, perfeitamente integrados aos jardins nababescos da grife Burle Marx. 

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Eu não sou exatamente uma marchand, mas saí de lá entendendo tudo sobre as obras expostas, as visitas guiadas (vale muuuito a pena agendar) são feitas por alunos de artes plásticas e por estudantes da comunidade local patrocinados pelo próprio museu.  Isso torna tudo mais interessante.

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(Qual é a cor dos carros?)

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(De longe parecem mariposas voando)

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(mega-dedal, hiper-linha e über-agulha, com farpas metálicas, presas MAGNETICAMENTE)

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Espelhos amigos e inimigos (côncavos e convexos)

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Uma bola de futebol espacial? Não, uma instalação muito “enjoativa” com uma fonte e luz negra

Mas, o que mais impressiona são as experiências sensoriais.  Algumas “instalações” se propõem a provocar os sentidos.  A que eu mais gostei foi uma sala com 40 caixas de som de altíssima qualidade que reproduzem um coral masculino de 40 vozes, tocando uma peça barroca.  Pode-se escutar cada um deles respirando, tossindo e falando antes de começar a cantar.  Nós ficamos no meio da sala e quando eles cantam juntos dá a exata sensação de estar no meio do palco, aonde quer que eles estejam.  

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Agora o museu foi providencialmente equipado com dois restaurantes, um deles tipo bistrô e outro com um buffet muito bem servido, com paredes abertas pros jardins nababescos.  É um passeio pra todos os sentidos.

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Aberto de quinta a sábado, o Centro recebe visitas gratuitas agendadas anteriormente, e grupos escolares exculsivamente às quintas-feiras.

Telefone:
(31) 3571 6638
Internet:
http://www.caci.org.br/
info@caci.org.br