Posts Tagged ‘restaurantes’

NORONHA ou o que fazer com suas milhas

agosto 2, 2008
Foto da Mega prof Zaira Mateus

Foto da Mega profissa Zaira Mateus

Em tempos de dólar barato, a brasileirada só enxerga Buenos Aires e Santiago em seu cartão de milhagem.  Confesso que meu alvo também era o Chile, mas as previsões mais otimistas postergavam minha semaninha de férias pra final de novembro.  Assim como quem não quer nada, perguntei pra smiles-moça:

– E Noronha, pra quando tem?

– Pro início de julho.

Era dia dos namorados.  Isso é praticamente um milagre aéreo em período de férias escolares.  Tratei de fazer a reserva rapidinho, sem pensar em detalhes.  Quando caiu a ficha de que eu estaria indo de novo pra Fernando de Noronha, minha primeira preocupação foi fazer um curso de mergulho relâmpago em Arraial do Cabo, com o personal-dive-instructor  Vagner Amstalden (21-7852-0950).  Só depois comecei a pensar onde iria passar as noites noronhenses.

 

Foi a parte mais difícil da viagem, as pousadas já estavam agendadas, e as que não estavam, cobravam preços astronômicos pela diária.  Comecei a pesquisar nos blogs amigos do Arthur  e do Viaje na Viagem, e fui seguindo o caminho das pedras, no caso, dos corais 😳 Primeira providência : pagar a taxa do IBAMA online, pra evitar filas no aeroporto de Noronha.

Canhão na Vila dos Remédios

 Grazadeus achei uma pousada simpaticíssima, com precinhos de continente na baixa temporada (R$ 90,00 por pessoa), a Nascer do Sol, que fica bem pertinho do Porto de Sto. Antônio.  Localização perfeita para nossos projetos subaquáticos.

               

Fiquei satisfeita em perceber que a ilha evoluiu bastante desde 1999, mas que pouca coisa mudou.  O principal: as praias continuam intactas.  A diferença é que agora tem um monte de lanchonetes e restaurantinhos legais pra matar a fome depois da praia.  Principalmente tapiocarias. 

Gerador do Porto

Vista do Forte

Vista do Forte

Minha religião é o sol, meus santos de devoção são o mar e a areia limpos.  Como eu já conhecia a ilha, pude me dedicar às minhas preferidas: 

Praia do Cachorro,

a mais próxima da Vila dos Remédios, uma das mais lindas, de águas transparentes como um copo d’água, re-ple-ta de arraias, e point do pôr de sol mais popular entre os turistas. 

Dog' Beach

Dog' Beach

 

Fenda na Praia do Cachorro

Fenda na Praia do Cachorro

 

Laguinho na fenda

Laguinho na fenda

Vista do Morro desde o Buraco do Galego

Praia do Sancho, a grande estrela de Noronha, com um recife de coral à direita, povoado de cardumes coloridos a 5 metros de profundidade, a disneilândia do snorkel.  O acesso da falésia à praia é feito por uma famigerada escadinha encravada na pedra que assusta os turistas mais conservadores.  

Sancho esquerda

Sancho esquerda

Sancho direita

Sancho direita

Praia do Leão, a praia mais linda do Mar de Fora, onde as tartarugas deixam seus ovinhos (bom gosto, o delas…).  Essa praia fica mais perigosa nessa época do ano, pois as ondas ficam mais selvagens, ao contrário das praias do outro lado (Mar de Dentro) 

Praia do Leão

Praia do Leão, com Morro da Viuvinha

 

"O" Leão ... (marinho, né?)

"O" Leão ... (marinho, né?)

O único lerê incontornável foi a caminhada até a Baía dos Porcos, passando pela Cacimba do Padre, pois não há caminho melhor que a própria praia.  Como a passagem para o Sancho pela praia está interditada (atualizando: já não está mais interditada!!!), o clímax da aventura foi deixado para outro dia. 

Praia da Conceição

Praia da Conceição

Caipirinha na praia do Boldró

Caipirinha na praia do Boldró

Mirante do Boldró

Mirante do Boldró

Praia da Cacimba do Padre

Praia da Cacimba do Padre

Morros Dois Irmãos de perfil

Morros Dois Irmãos de perfil

 

Baia dos Porcos

Baía dos Porcos

Berçário de Peixinhos

Berçário de Peixinhos

São Pedro foi muito legal comigo, pois só choveu uma noite, e serviu pra refrescar um pouco, já que o calor lá não dá refresco nem no inverno mesmo. 

 

Aliás, pra quem quer ver peixinhos em enseadinhas tranqüilas, essa é a melhor época pra ir lá, já que a partir de novembro as ondas ficam iradas e os brous invadem a ilha

     

      

Mesmo assim, tem que tomar muito cuidado com os filhotinhos de arraia, que ficam descansando a 5 metros da arrebentação.  Elas são mansinhas, desde que não sejam pisadas 🙄

       

 

O MELHOR DA VIAGEM – Afinal, viemos aqui pra mergulhar ou pra tirar retrato?

Fizemos dois mergulhos, com a operadora Atlantis, que eu recomendo pelo profissionalismo, pela estrutura e pela simpatia do staff.  Cada mergulho sai mais ou menos por R$ 280,00, com roupa, cilindro, lastro, etc, tudo incluído.  VALE CA-DA CEN-TA-VO!!!!

 

O primeiro, na Laje do Morro Dois Irmãos, foi o mais bacana, mas não tinha paparazzi sub naquele dia.  Descemos no meio de um cardume de mini tubarões (lambarús), fomos visitados por arraias chitas e fomos espiar os hábitos de uma enooooorme moréia verde.  Acho que vou voltar a Noronha só pra fotografar essa turma.  (Aliás, minha camera pentax w30, que se achava impermeável, pereceu na Baía do Sancho, e se não fosse a ajuda do Saulo, fotógrafo espertíssimo, esse post não teria uma fotinho sequer).

Ponta da Sapata

Em seguida fomos à Ponta da Sapata, que é o “rabicho” da ilha.  Lá tem uma cavernona e-nor-me que daria uma ótima foto, caso fotógrafa sub eu fosse.  A luminosidade do lugar é emocionante.

O outro dia de mergulho foi no Canal da Rata/Buraco do Inferno, é uma djilíça, pois apesar do esforço pra nadar contra a correnteza, na volta a gente vem flutuando nela, e é como se estivéssemos voando.  Essas fotos foram feitas pela mega-fera-photo-sub Zaira Matheus.

Daniel e Tartaruga

Tartaruga

Eu e o cardume

Cardume vermelho

Mey e a âncora

Âncora

Em Noronha os mergulhos não são feitos em dupla, mas em “cardumes”, com um dive master guia e dois fechando o grupo.  Como lá é um parque marinho, não é permitido portar facas, usar luvas ou tocar nos animais.  Tem uma parada de segurança obrigatória de 3 minutos a 5 metros de profundidade, na subida.  A volta para o barco é feita num ponto diferente da ida, hay que tener paciência pra esperar o dito cujo chegar onde estamos.  Enquanto isso,  as fragatas olham as nadadeiras, pensam que é um cardume meio diferentão e vem conferir de perto, dando rasantes na cabeça dos divers desatentos.

Confesso que fiquei com preguiça de fazer um dos meus passeios prediletos, o passeio de barco.  Ele sai do porto e vai até a Ponta da Sapata, dando uma paradinha de 40 minutos na Baía do Sancho.  O barco é escoltado por golfinhos preocupados em proteger seus filhotes na Baía dos Golfinhos, que provocam OOOOHHHS dos turistas embasbacados com a graça dos rotadores.  Custa R$ 75,00.

 

Dá pra passear pela ilha toda de ônibus.  O bumba é britanicamente pontual, sai de meia em meia hora do Porto em direção ao Sueste e vice-versa.  A passagem custa 3,20 merrecas.  Normalmente o motora deixa você perto da trilha que leva à praia onde você vai se largar o dia todo.  Essas trilhas não passam de 15 minutos a pé.  Claaaaaaaro que tem outras trilhas mais punks, mas meu joelho não deixou eu checar pessoalmente, como por exemplo, a que leva da Praia das Caieiras (berçário de tubarões) 

Praia da Caieira

Praia da Caieira

 até a Praia da Atalaia.  São uns 5 quilômetros de infantaria pelas pedras, mato e picadas; e atualmente é a única maneira de chegar na Atalaia, já que o caminho “automobilístico” foi destruídos pelas chuvas recentes. 

Praia da Atalaia no periodo paleozóico

Praia da Atalaia no período paleozóico

Automobilístico é um termo que não se aplica muito à ilha, já que a rodovia tem só 8 quilômetros.  Qualquer deslocamento de carro não dura mais de 20 minutos, e to-do na-ti-vo tem um buggy pra te alugar, mais ou menos por R$ 100,00 a diária.  Se ficar mais tempo, dá pra negociar.  Eu acho melhor passear a pé, de carona, e nos momentos de estertores, o tal do ônibus.

NHAM NHAM

Uma das recordações mais legais dessa viagem foi um prato de peixe: Atum com Batata Doce, pimenta rosa e especiarias, no Cacimba Bistrô.  Veio acompanhado por um pão caseiro com azeite que me faz pensar em voltar a Noronha, mesmo com chuva 😀

 

Restaurante Cacimba Bistrô

Restaurante Cacimba Bistrô

Além do meu queridinho, o Cacimba Bistrô (que não aceita cartão), adorei o Xica da Silva,

que ficou me devendo um mil folhas de Tapioca, pra próxima vez que eu for lá.  Não gostei do do Buffet Zé Maria (87 pratas por um buffezinho meia boca?!), não consegui pegar a Tratoria da Morena aberta nenhum dia, mas é muito recomendado.  

Outro que me conquistou pelo coração e pela boca foi o Restaurante da Edilma, bem na Vila dos Remédios, com uma comidinha caseira muito honesta e um feijãozinho inesquecível, assim como a simpatia da Shirlene e do Tony, que atendem e operam o Cyberonha.

 

A maioria dos comerciantes aceita cartão de crédito.  O único banco da ilha é o ABN Amro (Banco Real).  Tem um caixinha do Bradesco dentro do Correio, mas só funciona de 09:00 às 12:00.  O povo também aceita cheques.

 

A conclusão a que eu cheguei é que, agora que eu sou uma scuba-bebê, preciso voltar a Fernando de Noronha…logo…sempre…de preferência todo ano 😉 

Por de sol na Praia do Cachorro

Por de sol na Praia do Cachorro

Tchau, Noronha!

Encore Paris

janeiro 14, 2008

 

 Começo esse post abrindo um parêntesis para a música do Paco Pigalle, um DJ francês que apresenta um programa dominical na Oi Fm. Dá um cliquinho lá pra “entrar no clima” da França bacana, moderna e clássica ao mesmo tempo, o repertório é delicieux.

Quinta-feira, 08/11 – Continuamos nosso lerê pelos museus, só que o de hoje foi o mudernérrimo Centre Georges Pompidou, Beaubourg pros íntimos.  A arquitetura do prédio é um barato, sonho de todo arquiteto descolado: muita tubulação aparente, estruturas de aço e vidro, escadas externas e, last but not least, um acervo moderníssimo, com os artistas mais representativos da “mudernidade”.  Ao lado do museu tem uma pracinha com um espelho d’agua cheio de esculturas móveis, as Nanas (mocinhas, na gíria local – estrelas do vídeo acima).  Nem precisa dizer que o prédio tem uma vista de tirar o fôlego, né?

paris-roma-219.jpg  dsc01092.jpg  paris-roma-222.jpg

Como o Beaubourg fica pertinho do Marais, continuamos explorando nosso passe de museus (ou mapa de peregrinação cultural, se preferir) e fomos visitar o Museu Carnavalet, que conta a história da Cidade de Paris, com direito a pedacinhos do prédio da Bastilha.  O museu é lindo e muito bem montado, o jardim parece cenário de tão bonito, mas o NOSSO conceito de visita a museus prevê mais ou menos umas duas horas.  Em Paris, isso não dá nem pra se desvencilhar do papo do vigia de cada sala! No mínimo uns três dias de caminhada em cada museu só pra uma “vista d’olhos” no acervo, excluindo-se o mega-museu Louvre, que demanda uns oito anos de visitas diárias só pra entender o sentido da organização histórica das peças.

paris-roma-238.jpg

Na esquina no Carnavalet fica um outro museuzinho interessante, o Picasso.  Existem vários “Museus Picassos” pelo mundo afora, eu achei que esse aqui merecia um acervo mais amplo, já que o catalão viveu aqui por tanto tempo.

Depois de tanta cultura nós resolvemos nos entregar um pouquinho aos prazeres do consumismo e fomos gastar uns eurinhos na Printemps, ao lado das Galeries Lafayette (toda paramentada para o Natal). 

 paris-roma-245.jpg

 Lá tem stands de todas as lojas de griffe de Paris, como se fosse uma Feira da Providência chique: alta costura, chocolates, chás, bolsas e malas, tá tudo lá.  E aqueles mapinhas que os hotéis fornecem dão direito a um descontinho nas compra$$$$$.

Por puro acaso e cansaço acabamos jantando num restaurante atrás do hotel que se tornou a maior descoberta da viagem: chama-se Le Manège de l’Ecuyer (6, rue de la Sourdière – tel: 01 49 27 00 64 – não tem saite ainda) e é pilotado pelo Camèl, que ficou nosso amiguinho, nos ofereceu escargots e nos apresentou ao Bar, um peixinho francês de se comer rezando.  De sobremesa fez um Crème Brulée e um suspirinho de limão cuja receita ele diz que é secreta.  O restaurante é bem pequeno e escondidinho, mas o chef é uma simpatia.

 paris-roma-248.jpg  paris-roma-250.jpg  paris-roma-290.jpg

Sexta-feira, 09/11 – Hoje é o último dia do nosso querido passe de museus.  Sabe, eu acho que o grande barato dessa peregrinação cultural é se deslocar de um lugar pra outro, observar as pessoas nas ruas, andar de ônibus e metrô, subir num ponto descer no outro, brincar de ser parisiense, prestando atenção na atitude dos habitantes “de la ville”.  Entre uma experiência sociológica e outra, a gente visita uns museus pra “agregar valor” à viagem.

Nossa próxima foi o Museu Rodin, na “Rive Gauche”.  Depois de assitir ao filme Camile Claudel, é assombroso ver aquelas esculturas todas ali pertinho, ao toque da mão, parecendo vivas, caminhando pelos jardins.

 paris-roma-306.jpg   paris-roma-316.jpg

De lá, mudamos de estilo para o arrojado Quai Branly, um museu  … hum …”étnico”.  As instalações são moderníssimas, parecidas com o Museu da Língua Portuguesa, lá em Sampa.  Tudo multimídia, em salas com iluminação dramática, muitos terminais de consulta, mas nem uma palavra sobre o Brasil ou o Japão… num inteindi 😳

 paris-roma-273.jpg   paris-roma-270.jpg

Seguindo mais uma vez a dica da Maria Lina, fomos bisbilhotar os toilettes mais limpos de Paris: é um barato! São limpíssimos mesmo (também, por 1,50 euros…) e tem uma lojinha pra vender uns gadgets super legais.

 dsc01103.jpg   paris-roma-266.jpg

Terminamos o dia no Arco do Triunfo (nós e todos os japoneses que por ventura estivessem em Paris naquela noite…)

paris-roma-274.jpg

Sábado, 10/11 – Chega! Cabô! C’est fini o passe de museus…OBA! Viva o consumismo, capitalismo na veia, frivolidades já!  Refizemos todo o circuito cultural, só que agora com olhinhos de  mulheres com cartõezinhos de crédito aprisionados no fundo da bolsa.  Entre uma echarpe e um perfume aproveitamos pra fotografar algumas fachadas legais. 

paris-roma-277.jpg  paris-roma-257.jpg  paris-roma-143.jpg

paris-roma-144.jpg  dsc01100.jpg  dsc01032.jpg

dsc01102.jpg  paris-roma-141.jpg  paris-roma-139.jpg

paris-roma-142.jpg  paris-roma-210.jpg  paris-roma-287.jpg

Domingo, 11/11 – Hoje acordamos mais tarde e fomos caminhando até a Place de la Concorde.  Adivinhe quem estava lá nos esperando?

paris-roma-296.jpg 

O Sarkozy!  Já que o Fidel deu bolo em Cuba, ele veio nos receber pessoalmente.  Ou se preferirem, nós cruzamos com a cerimônia de celebração do fim da 1ª Guerra Mundial.  Eu prefiro a primeira opção.

Em seguida (eu não acredito…) fomos ao Gran Palais, ver a exposição do Courbet, que não estava incluída no nosso famigerado passe (que mania de museu!).  Valeu a pena cada um  dos 78 minutos que ficamos na fila (sim, porque como eu já disse lá no primeiro post, parisiense adora uma fila, ama um museu, fila pra museu então, é programa familiar para o domingo todo) A exposição estava bacanérrima, apesar de estar muito cheia.

200px-gustave_courbet_auto-retrato.jpg

Terminamos o domingo em Montmartre debaixo de uma chuva fininha, passeando pelas ladeiras, consumindo nas lojinhas, comendo croissants com café e assistindo a missa na Basílica de Sacre-Coeur.  Como estava prevista uma greve dos transportes para a próxima semana, o padre pediu que os fiéis subissem a pé para valorizar o sacrifício da novena 😀 A chuva era o pranto parisiense pela nossa partida…

paris-roma-320.jpg

Segunda-feira, 12/11 – As últimas compritchas tomaram toda a manhã, mas nosso amigo Camèl exigiu(?!) nos dar um presentinho de partida, uma legítima Tarte Tatin feita por ele.  eu imaginei uma tortinha que coubesse na palma da mão, mas quando chegamos lá cheias de sacolas nos deparamos com uma torta tamanho aniversário 😕 que fazer com essa delícia ainda quentinha?  Levar para o aeroporto, claro… e lá comer, já que não dá pra embarcar  com esse “mimo”. C’etait un “singe”!

paris-roma-343.jpg