Archive for the ‘Frivolidades’ Category

Pingüins em Porto Seguro?!

agosto 30, 2008

Imagina a cena: você deitado numa espreguiçadeira lé-gi-ti-ma-men-ti  baiana, tomando sua caipifruta, aquele ventinho sonolento, olha pro mar e lá no horizonte vê um cardume(?) de pingüins…DE PINGÜINS????

Poizé, seu agente de viagens não lhe enganou, você não está na Antártida, e sim na Bahia.  O desequilíbrio ecológico faz essas gracinhas, fazendo as pobres aves passearem em Porto Seguro.  Só esse ano já recolheram mais de cem bichinhos de uma só vez.

O IBAMA improvisou um abrigo pra eles se recuperarem até ficarem mais fortinhos e serem repatriados via Salvador, em grupos de dez – deve ser pra eles não se sentirem sozinhos 😳

Foto do Abayuba, correspondente do blog na terra do descobrimento

Foto do Abayuba, correspondente do blog na terra do descobrimento

Será que eles não gostariam de umas bananinhas, mangas e cajus?  Se provarem, acho que acabam ficando por lá mesmo…

ATUALIZAÇÃO: Os pingüins estarão voltando para o sul, graças ao IBAMA…isto é, aqueles que ainda não arranjaram emprego de dançarinos numa barraca de praia, naturalmente 😎

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Momentcheenho destemperado

agosto 31, 2007

Depois de muito lerê fazendo mudança e carregando caixas, nada como encerrar a noite n’A Favorita em Belzontche, com uma Sobremesa de Frutas do Bosque com Cone de Limão.  Aliás, come-se tão bem por aquelas montanhas, que alguém devia fazer um blog especializado em gastronomia mineira, como os moços Destemperados de Porto Alegre.

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Bicicletai (roubado do Blônicas)

agosto 9, 2007

De Antonio Prata.

Um dias desses, evidentemente, tudo há de dar certo, os automóveis se extinguirão e a superfície da terra será povoada apenas por bicicletas. Alguns carros, ônibus e caminhões serão expostos nos museus, feito mamutes, guilhotinas e outros monstros findos, para divertir a criançada e alertar os adultos: que o horror jamais se repita. Sobre selins acolchoados, seremos felizes para sempre.

É inegável a simpatia das bicicletas. Máquina desengonçada: se parada, destrambelha-se como um albatroz em terra, mas ao impulso dos pedais, projeta-se como uma flecha, esguia, impoluta e silenciosa. Bicicletas, ninguém pode negar, são irmãs dos guarda-chuvas, primas das girafas e parentes distantes dos abacaxis (não me peça para explicar, foi uma idéia que tive agora).

Durante todo o século XX, muitos artistas aproveitaram-se de seus encantos. É pedalando que vemos quase todo o tempo monsieur Hulot, personagem do filme Meu Tio, utopia lírica de Jacques Tati. Marceu Duchamp, depois haver exposto um mictório no museu, enfiou uma roda de bicicleta num banco de madeira e deixou as velhas noções sobre arte – literalmente – de pernas pro ar.

É impensável um facínora de bicicleta, inconcebível um ditador pedalando. As “máquinas da paz”, como as chamou Vinícius de Moraes, em sua Balada das meninas de bicicleta, são muito mais afeitas aos suaves cuidados das moças: “Bicicletai, meninada!/ Aos ventos do Arpoador/ Solta a flâmula agitada/Das cabeleiras em flor”.

As bicicletas são um indício de civilização. Recomendadas por ecologistas, urbanistas, cardiologistas e artistas, têm logo de entrar na agenda política. Ainda não vi nenhum candidato expor, no horário eleitoral, seu projeto nacional de bicicletização. Se aparecer algum, ganhará de imediato meu apoio.

Se Deus voltasse à terra e dissesse, “me mostrem aí o que vocês fizeram”, teríamos de levá-lo imediatamente a Amsterdam, para um passeio ciclístico, em torno daqueles belíssimos canais. Ou então ao Rio de Janeiro. Pegaríamos Deus no Santos Dummont (vindo do céu, é de se supor que chegará de avião) e O colocaríamos na garupa. Cruzaríamos todo o aterro, pedalando sem pressa, sob o sol ameno das quatro e meia da tarde. Passaríamos pela estátua de Drummond em Copacabana, veríamos as garotas saírem do mar em Ipanema e terminaríamos o passeio no Leblon, com um mergulho no mar e um suco de melancia, no exato momento do sol se pôr. Se Deus tiver um pingo de sensibilidade, estaremos todos salvos.

Antonio Prata é cronista do Blônicas.

É amor ou paixão (ainda sobre os trolls)

junho 4, 2007

Analisando os comentários inflamados que algumas pessoas fazem sobre determinados assuntos, podemos fazer uma analogia, comparando amor e paixão.A paixão por uma pessoa é inebriante, enlouquecedora, nos arranca (ou superfatura) o apetite, o sono, parece que a pele só consegue respirar se for ao lado daquela criatura. Em compensação, quando essa paixão faz um upigreide para o amor, o coração sossega um tanto e razão volta a ter seu lugar de destaque nas “reuniões de diretoria” da nossa alma.Às vezes a paixão é por uma comida (ai, adoro essa paixão…), e pensamos que só é possível nos alimentarmos se no prato houver uma folha de radicchio (não é meu caso, claro). De tanto comer radicchio, acabamos achando que é um pouco parecido com rúcula ou agrião. Mesmo assim, é bom saber que ele está lá, no cardápio, esperando pelo nosso pedido. Assim também acontece com o creme-brulê. Às vezes acho que uma refeição só é memorável se a sobremesa for creme-brulê. A paixão é assim, dominadora, burra.

Tenho certeza que daqui a algum tempo volto para meu chocolatrismo atávico (é o amoooooor…)

Eu me lembro perfeitamente da época em que o Brizola voltou à política aqui no Rio, de como algumas pessoas “cool”, “blasés”, descoladas cultas e etc. ficavam fora de si, com os olhos esbugalhados, a veia do pescoço saltada e distribuindo perdigotos quando o assunto caía no caudilho…

Poizé…como é que algumas pessoas tãaaaao inteligentes se deixam conduzir pelas paixões, mesmo sabendo que elas são traiçoeiras, fugazes…passam, e na melhor das hipóteses, viram amor…por exemplo AO SEU TIME DO CORAÇÃO! Que tal tão somente torcer para que ele ganhe, e não torcer o pescoço do torcedor de qualquer outro time? Será que é tão difícil aceitar que existe gente diferente, com idéias diferentes, cores diferentes, idades diferentes, mas com tanto amor no coração quanto o nosso?

Acho que vou iniciar um movimento “pela extinção da paixão, amor sem fases intermediárias já”

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Não alimente os trolls

junho 1, 2007

Hoje, fazendo a ronda vespertina dos blogs preferidos, dei de cara com brigas horrorosas, com todo tipo de baixo nível .Por causa de um comentário engraçadinho, meu guru Riq foi covardemente cyber-espancado por talibãs futebolísticos.   Não é a primeira vez que um colunista é virtualmente linchado por gente que não frequenta seu blog, o que me faz pensar: será que essa gente fica o dia todo “googlando” suas palavras preferidas, por exemplo flamengo + !#$%&*§pariu pra depois perder hooooras bolando comentários desairosos sobre quem possa ter feito a tal asssociação perigosa e postando essas besteiras? Será que eles não tem um saitezinho pornô pra se distrair? Ou talvez um blog sobre fofocas globais?  

Não é possível que eles fiquem à espreita todos os dias pra ver se o fulano vai falar mal de seu timezinho do coração ou da sua preciosa seita de adoração a-sei-lá-que-santo-do-17º-dia.Me admira que alguém perca tempo de conexão (às vezes até em horário de trabalho) pra espinafrar uma criatura tão somente por que ela pensa diferente (ainda que só naquele tópico). Será que não tem um botequim com uma empadinha gostosa por perto?   Ou ainda uma livraria com lançamento de livro & coquetel na vizinhança?Imagino que vidinha mais mixuruca essas pessoas têm, sem nem sequer uma caminhada pela praça, uma paquerinha na esquina ou até apanhar os netos no colégio. Vida triste e sorumbática, brigando com uma pessoa virtual através de uma máquina.

Esperando Godot

maio 21, 2007

Sabe aquela peça de teatro, que dois mendigos estão esperando um cara que nunca chega? Poizé, eu tô aqui esperando o “Godot” da Net, perdendo hoooras de trabalho, mas aproveitando pra editar minhas fotos da viagem à Cuba.  Comida que é bom, necas, não tem nada pra fazer (e mesmo que tivesse eu não saberia fazer…).

Chupando Xico

maio 20, 2007

Apocalipticos & integrados, qualé o seu lado? (By Xico Sá)

No cordel clássico de Umberto Eco, que fala da peleja dos apocalípticos e dos integrados, sempre fui mais para os integrados, mas ultimamente sinto que a parada é outra… Cada vez mesmo, à vera, os jornais e os meios impressos que ditavam tudo, inclusive a úrtima modinha, perdem a importância, vejo como é lindo cada um organizar seu próprio jornal e veículo, escolher seus colunistas como quem escolhe um time de várzea, um catado de craques ou de incríveis pernas-de-pau…E o melhor de tudo, cada um ser o seu próprio Nascimento Brito, cada um ser o seu Frias, cada um ser o seu próprio Roberto Marinho, o seu tradicionalíssimo Mesquita… Isso para ficar somente no quadrado das capitanias hereditárias que dominaram os últimos séculos de imprensa no Sudeste “maravilha”.  Faça você mesmo o seu periódico, sem um centavo no bolso, sem ser o grande empresário, organize você mesmo a forma de ler o mundo, isso é incrível, velho Gutenberg, é a nova prensa que equipara o colunista impresso que se achava o fodão de todas as verdades ao mais novo blogueiro que está na rua -e não nos gabinetes mofados e mentirosos- e vai ser o cronista da nova era…De preguiçosa já chega eu, vai lá e lê o texto completo do moço!   http://ponteaereasp.nominimo.com.br

Nada é pra já

maio 20, 2007

Na música Futuros Amantes, Chico Buarque especula sobre o que os escafandristas pensariam sobre o amor vivido no passado.  Eu sempre penso nisso, numa civilização futura tentando decifrar um estranho hieróglifo, por exemplo “PARA DEPUTADO FEDERAL, FRANCISTÔNIO É LEGAL”, e o significado disso no (nosso) tempo antigo.

Imagine só a futura modernidade tentado entender propaganda política, blogs, monografias exóticas…sei não, tempos estranhos, os nossos…